Sessões Técnicas
Engenhar o Futuro
IA, Robótica e Gémeos Digitais
A sessão “Engenhar o Futuro” nasce num momento crítico de transformação global, onde a engenharia moderna já não se limita à gestão de ativos estáticos, mas exige o domínio sobre sistemas dinâmicos, autónomos e preditivos.
A Inteligência Artificial é o motor de inferência desta nova era, transformando volumes massivos de dados em decisões estruturadas. Mais do que processar dados, a IA atua como a camada de inteligência preditiva que permite à Engenharia otimizar recursos e gerar soluções de design que superam a intuição humana, convertendo incerteza em probabilidade calculada.
A Robótica representa a extensão física dessa inteligência. No contexto atual, o robô deixa de ser uma máquina de repetição para se tornar um agente adaptativo e colaborativo. Validada em ambientes digitais seguros, a robótica avançada permite executar intervenções de alta precisão em cenários de risco ou onde a escala de detalhe exige uma simbiose perfeita entre software e hardware.
Os Gémeos Digitais afirmam-se como o meio de simulação perfeito para avaliar cenários e testar sistemas. Eles funcionam como o laboratório definitivo, onde é possível avaliar o comportamento de infraestruturas e processos antes da sua execução física, permitindo aos engenheiros prever falhas e otimizar o desempenho num ambiente virtual de alta-fidelidade.
Engenhar Cidades Vivas
Sustentabilidade e Regeneração Urbana
A sessão “Engenhar Cidades Vivas” nasce num momento crítico de transformação global e de debate sobre a resiliência urbana. Já não basta ser “sustentável” e reduzir danos; é imperativo ser regenerativo e devolver saúde aos ecossistemas urbanos.
As cidades do passado foram projetadas como estruturas estáticas e funcionais. As Cidades do Futuro exigem ser pensadas como organismos vivos. Uma “Cidade Viva” é aquela que respira (qualidade do ar), metaboliza (economia circular) e adapta-se (resiliência).
O desafio é adaptar as infraestruturas a um clima em rápida mudança, a uma escassez de recursos sem precedentes e à necessidade urgente de descarbonização. A engenharia tem hoje ferramentas que pareciam ficção científica há uma década: desde os Digital Twins que preveem o comportamento da cidade em tempo real, até materiais bio-inteligentes que se autorreparam.
Não basta construir para o presente, é preciso Engenhar para a Vida. A Engenharia do Futuro não se mede apenas pela resistência das infraestruturas, mas pela capacidade do sistema urbano se autorreparar, regenerar e nutrir os seus habitantes, prosperando em harmonia com a Natureza.
Engenhar Energia 360
Transição, Autonomia e Descarbonização
O sucesso, na presente década, da transição energética, da progressiva descarbonização da indústria nacional e dos transportes, da penetração em massa, e ligação às redes de transporte e distribuição, de fontes de energia renovável intermitentes com baterias incorporadas, substituindo o uso de combustíveis fósseis na produção de energia elétrica e promovendo a autonomia energética, da eletrificação da economia, da penetração de veículos elétricos e do autoconsumo, da eficiência energética, dependerá, em parte, da imprescindível colaboração do(a)s engenheiro(a)s, seniores mas em particular jovens, com adequada formação e qualificação, e sobretudo com uma elevada ética profissional e um espírito de missão na luta contra as alterações climáticas!
Em complemento, a aceleração da transição digital e da inteligência artificial, perspetivam a penetração em massa de datacenters, com consumos industriais electrointensivos, de elevada potência de consumo, exigindo uma aceleração ainda maior da transição energética, sendo fundamental debater a eficiência energética neste contexto e a flexibilidade do seu consumo.
Engenhar a Água e o Território
Resiliência Climática e Recursos Naturais
Esta sessão técnica, inserida no XXIV Congresso Nacional da Ordem dos Engenheiros (21-22 de janeiro de 2027), foca-se no binómio crítico Água e Território. Num cenário de crescentes pressões climáticas, a gestão eficiente dos recursos naturais e o ordenamento resiliente do território são pilares fundamentais para a soberania e segurança de Portugal.
A relevância do tema é máxima: a Engenharia é chamada a desenhar soluções disruptivas — como o nexo água-energia e a digitalização de infraestruturas — para mitigar o stress hídrico e proteger ecossistemas. A sessão visa promover um debate estratégico sobre a governação da água, a valorização dos recursos naturais e a adaptação do território às alterações climáticas, oferecendo aos participantes uma visão integrada entre a academia, a gestão pública e a indústria.
Propósito Central: Estabelecer um roteiro técnico e político para a resiliência climática nacional, integrando a engenharia de precisão na gestão da água e no planeamento territorial, de modo a garantir a sustentabilidade dos recursos e a coesão socioeconómica do país perante a incerteza ambiental.
Engenhar o Habitar
Políticas, Desafios e Soluções Inovadoras
O setor da habitação enfrenta atualmente um conjunto de desafios estruturais que exigem uma abordagem integrada entre políticas públicas, planeamento urbano e soluções de engenharia. A crescente dificuldade no acesso à habitação, associada à pressão urbana, à necessidade de reabilitação do edificado com garantia de segurança estrutural e melhoria da resiliência sísmica, e às exigências de sustentabilidade ambiental, coloca novas responsabilidades sobre os diferentes agentes do setor.
Neste contexto, torna-se fundamental promover uma articulação eficaz entre instrumentos de política habitacional, estratégias de ordenamento do território e soluções técnicas que assegurem a qualidade, a durabilidade e a eficiência dos edifícios e infraestruturas associadas.
A engenharia assume um papel determinante na resposta a estes desafios, nomeadamente através da otimização de processos construtivos, da incorporação de soluções inovadoras e da adoção de abordagens que permitam melhorar o desempenho técnico, económico e ambiental do edificado. Destacam-se, entre outras, a industrialização da construção, a digitalização de processos (BIM), a utilização de materiais avançados e a promoção de soluções construtivas eficientes e adaptáveis.
Adicionalmente, a necessidade de compatibilizar acessibilidade económica com qualidade e sustentabilidade impõe uma análise rigorosa das soluções adotadas, bem como a avaliação do seu ciclo de vida.
Engenhar a Mobilidade
Sustentabilidade e Regeneração Urbana
A mobilidade assume um papel central na organização dos territórios e das cidades, na competitividade económica e na qualidade de vida das populações. A crescente complexidade dos sistemas de transporte — marcada pela integração de diferentes modos, pela transição energética, pela digitalização e pela utilização intensiva de dados — exige abordagens cada vez mais integradas, informadas e sustentáveis.
A sessão “Engenhar a Mobilidade: Conetividade e Infraestruturas Inteligentes” promove uma reflexão transversal sobre o planeamento, a governação e a operação dos sistemas de mobilidade, explorando o contributo das políticas públicas, das tecnologias espaciais, da regulação, da mobilidade inteligente, da integração ferroviária e rodoviária e da gestão da mobilidade portuária num quadro de transformação digital e sustentabilidade.
A Engenharia surge como elemento estruturante deste processo, assegurando a articulação entre território, infraestruturas, tecnologia e decisão, numa perspetiva sistémica e orientada para o futuro.
Engenhar o Risco
Emergência Climática e Catástrofes
É inquestionável o conjunto de riscos que as cidades portuguesas enfrentam na atualidade, num cenário onde a urgência de resposta se torna cada vez mais premente. Além da emergência climática, que intensifica fenómenos meteorológicos extremos e altera os padrões de habitabilidade, Portugal convive com uma realidade geológica incontornável e historicamente documentada: o risco sísmico. Integrar a preparação para ambos os domínios é, hoje, o pilar fundamental da nova resiliência urbana nacional, exigindo uma mudança de paradigma na forma como planeamos, construímos e vivenciamos o espaço comum.
A vulnerabilidade do território português manifesta-se em várias frentes críticas que podem ocorrer em simultâneo ou em sucessão. A sismicidade e o risco de tsunamis, particularmente severos no Algarve, na Área Metropolitana de Lisboa e no Vale do Tejo, representam uma ameaça latente que pode comprometer infraestruturas críticas em poucos segundos. Paralelamente, as alterações climáticas exacerbam as inundações e cheias rápidas, fenómenos que transformam as nossas cidades em bacias de retenção perigosas devido à excessiva impermeabilização do solo. A estas frentes soma-se a erosão costeira e a subida do nível do mar, que colocam em causa a viabilidade de aglomerados populacionais e atividades económicas situadas na vulnerável linha de costa portuguesa, onde reside a esmagadora maioria da população.
Neste contexto, a construção de cidades verdadeiramente resilientes em Portugal exige uma visão integrada, onde, através duma convergência de políticas, seja possível garantir a sustentabilidade e a segurança das cidades portuguesas face às incertezas do futuro.
Engenhar a Alimentação
Da Agricultura ao Prato
A sessão “Engenhar a Alimentação: Da Agricultura ao Prato” surge num momento em que os sistemas alimentares enfrentam transformações estruturais, impulsionadas pelas alterações climáticas, pela pressão sobre os recursos naturais, pela evolução tecnológica acelerada e por consumidores cada vez mais exigentes. Tal como as cidades do futuro exigem abordagens regenerativas, também os sistemas alimentares deixam de poder ser apenas eficientes: têm de ser sustentáveis, resilientes e capazes de promover saúde, segurança e equilíbrio ambiental.
Da produção primária ao processamento industrial, da digitalização à segurança alimentar global, a engenharia ocupa hoje um papel determinante. Tecnologias avançadas – desde soluções de metrologia de alta precisão e inteligência artificial aplicada à produção, até processos de transformação alimentar inovadores – estão a redefinir a forma como produzimos, processamos e distribuímos alimentos, rumo a um modelo mais justo.
A urgência é clara: garantir alimentos seguros, nutritivos e acessíveis, reduzindo simultaneamente o impacto ambiental e reforçando a capacidade adaptativa das cadeias de abastecimento.
Esta sessão coloca no centro a engenharia enquanto força motriz da transformação dos sistemas alimentares, reconhecendo que o futuro depende da integração entre ciência, tecnologia e inovação.
Engenhar a Saúde
Da prevenção à inovação
A engenharia tem vindo a assumir um papel cada vez mais determinante na transformação dos sistemas de saúde, contribuindo para soluções mais eficientes, seguras e centradas nos utentes. Num contexto marcado pelo envelhecimento da população, pelo aumento da pressão sobre os serviços de saúde e pela rápida evolução tecnológica, torna-se essencial promover o diálogo entre diferentes áreas da engenharia e os principais agentes do setor.
A sessão “Engenhar a Saúde: da Inovação à Prevenção” pretende reunir especialistas de áreas complementares — desde a inteligência artificial, biotecnologia e cidades inteligentes até à cibersegurança e inovação empresarial — para discutir de que forma a engenharia pode impulsionar novas abordagens na prestação de cuidados, no diagnóstico precoce, na prevenção da doença e na organização dos sistemas de saúde. Através de intervenções iniciais em formato pitch e de uma mesa-redonda moderada, pretende-se estimular a partilha de conhecimento, experiências e perspetivas sobre os desafios e oportunidades que se colocam à engenharia aplicada à saúde.
A sessão procurará também refletir sobre o papel dos engenheiros na construção de sistemas de saúde mais resilientes, digitais e preventivos, reforçando a ligação entre investigação, tecnologia, indústria e prática clínica.
Engenhar igualdade
A importância da mulher na Engenharia
Engenhar sem Fronteiras
Portugueses que marcam o Mundo
Engenhar Portugal no mundo
Vinculação de talento